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Ministro do Supremo enfatizou que ameaças contra ministros são inaceitáveis durante evento sobre a Operação Lava Jato no ‘Estado’

Debate sobre os desafios do combate à corrupção com o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio
Moro, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. Foto: Felipe Rau / Estadão

SÃO PAULO – O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse esperar que o inquérito aberto pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, para investigar notícias falsas contra o Supremo não atinja procuradores que criticaram o STF. “Eu, sinceramente, espero que não”, declarou, quando perguntado.

Barroso participa, nesta segunda-feira, 1, do evento “Estadão Discute Corrupção”, realizado na sede do jornal O Estado de S.Paulo em parceria com o Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) para discutir as operações Lava Jato e Mãos Limpas.

 Ao falar do inquérito, Barroso enfatizou que ameaças contra ministros são inaceitáveis. “A crítica pode ser a mais severa possível, mas não um crítica que chega à ameaça de morte, de agressão física e de familiares.”

Na sequência, o ministro do STF destacou que, em uma democracia, não deve existir dualidade pra investigar poderosos. Ele citou que foi nomeado pela ex-presidente Dilma Rousseff, mas que não é “devedor” à petista por isso. “Torço pelo bem pessoal dela, mas não faria nada que não fosse correto para atende-la em qualquer circunstância porque não me sinto devedor a uma pessoa.” (Altamiro Silva Júnior, André Ítalo Rocha, Daniel Weterman e Mateus Fagundes)

Por Altamiro Silva Júnior, André Ítalo Rocha, Daniel Weterman e Mateus Fagundes