Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Mário Mesquita analisa cenário brasileiro
CNN Brasil
O ambiente econômico global deve favorecer o Brasil nos próximos anos, segundo avaliação de Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú Unibanco.
Em entrevista exclusiva ao CNN Money concedida durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Mesquita destacou o potencial brasileiro em diversos setores e as projeções econômicas para 2026.
Segundo o economista, o Brasil é visto como uma alternativa de investimento no cenário internacional atual.
“O Brasil é uma potência agrícola global, o Brasil é muito competitivo em outras áreas, tem uma área no setor de mineração também fantástico, tem empresas como a Embraer, tem muitas empresas muito boas”, disse.
Quanto às projeções para a economia brasileira em 2026, Mesquita prevê uma redução da taxa de juros para 12,75%, em um ciclo que deve começar ainda no primeiro trimestre.
Para o PIB (Produto Interno Bruto), o economista projeta um crescimento entre 1,5% e 2%, podendo ser um pouco maior, dependendo da evolução da economia mundial.
Sobre a percepção internacional do país, Mesquita observou que, no contexto do Fórum, temas como a questão da Groenlândia tendem a dominar as discussões, especialmente na Europa.
“O Brasil é visto como uma alternativa de investimento nesse momento, tem um acordo comercial também com a União Europeia, que é importante, mas naturalmente aqui, ainda mais estando na Europa, o foco tem sido mais Groenlândia do que a América do Sul”, explicou.
Política fiscal e expectativas futuras
Ao ser questionado sobre a percepção dos investidores estrangeiros quanto à política fiscal brasileira, Mesquita afirmou que há uma expectativa de ajuste fiscal no Brasil a partir de 2027.
“A gente pode imaginar que se a gente tivesse uma política fiscal que gerasse um controle mais intenso da expansão dos gastos, gerasse um resultado primário melhor, a gente estaria trabalhando com taxas de juros mais baixas”, comentou.
O economista também mencionou que, embora a política fiscal seja um tema importante para economistas e para o mercado, outros assuntos como criminalidade e corrupção tendem a ter mais destaque durante as campanhas eleitorais.
“Eu imagino que esses temas tenham mais relevo durante a campanha do que política fiscal ou do que política econômica em geral”, avaliou.
Mesquita ainda ressaltou que, para atrair mais capital estrangeiro, o Brasil precisa de “uma economia mais dinâmica, uma economia que cresça mais”, além de simplesmente contar com o “selo Brasil” como atrativo para investimentos.
Link da publicação: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/ambiente-externo-deve-favorecer-o-brasil-diz-economista-chefe-do-itau/
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