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O Brasil “é sempre governável”, mas pode pagar um custo alto se o Congresso Nacional aprovar pautas-bomba, avaliou o economista da FGV Samuel Pessôa no UOL News, do Canal UOL.
O debate ocorreu após a estimativa de impacto de mais de R$ 260 bilhões de projetos aprovados no Senado. No programa, comentaristas discutiram a disputa entre o Congresso e o governo às vésperas das eleições.
“O Brasil é sempre governável. Não existe ingovernável. Agora a questão é saber qual vai ser o custo que nós vamos pagar. Porque se a gente inventa muito gasto permanente, ou a gente volta para a inflação, ou a gente vai ter que fazer um ajuste fiscal grande, aumentar muito outros impostos para fazer com que as contas fechem.”
– Samuel Pessôa
Na leitura do economista, o Executivo teria dado o primeiro passo ao adotar uma política “muito expansionista” em gastos fiscais e “parafiscais” (como empréstimos subsidiados), o que incentiva o Legislativo a agir de forma parecida.
“O presidente da República está fazendo uma política muito expansionista, tanto nos gastos fiscais como nos gastos parafiscais. O presidente fez um movimento muito grande para aumentar a sua chance de reeleição. Ora, o Congresso responde na dele.”
– Samuel Pessôa
Ronilso Sampaio avaliou que pautas com “razões nobres” acabam apresentadas sem planejamento coletivo e usadas para “coagir” o governo, com risco de comprometer o Orçamento e gerar custos para a sociedade.
“Como algo que poderia ser benéfico, importante para a população, não é feito de uma maneira pensada, responsável, de maneira coletiva, mas é usado de uma maneira instrumentalizada para coagir o governo.”
– Ronilso Sampaio
Link da publicação: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2026/06/12/samuel-pessoa-brasil-e-sempre-governavel-a-questao-e-o-custo.ghtm
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